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Tal qual uma matrioshka (boneca russa), vamos desvendando nossas porções. A cada novo tempo, uma nova aprendizagem. Agora é o momento de nos vermos como seres holísticos que têm: corpo, organismo, cognição (intelecto), inconsciente (desejo) e mente (consciência, espírito).

ANGELINI, Rossana Maia (2011)

“A falsa ciência cria os ateus, a verdadeira, faz o homem prostrar-se diante da divindade.”

VOLTAIRE (1694 -1778)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Texto para reflexão: Aprendendo com a Inclusão - um enfoque holístico

Aprendendo com a Inclusão – um enfoque holístico



         Há algum tempo, ouvi um pai dizer que não seria interessante para seu filho se houvesse na sua sala de aula uma criança com problemas (alguma síndrome). Fiquei sem ação. A contra-argumentação tinha de ser feita, mas com muita cautela. Perguntei “Por quê?” A resposta trouxe a evidência de um pensamento egoísta em que todos no mundo devem ser iguais, sem diferenças, uma insinuação de que a escola, então, deve atender os iguais para ser eficiente. O mito do ideal estava construído. O grande abismo entre nós, naquele momento, era por conta de uma visão de mundo, de concepção de sociedade, de educação, de homem, de paradigma.
         O pai dizia que uma criança com problemas, atrapalharia o rendimento (aprendizado) da classe. A professora teria que parar o conteúdo para atender as solicitações, às vezes, específicas da criança em questão. A classe perderia o ritmo e muitos teriam dificuldades de aprender. E o pai continuava... Imagine como tudo isso comprometeria os estudos das crianças, e o vestibular depois. Com certeza, traria prejuízos futuros a todos.
         Comecei a questionar “De que educação esse pai falava? De que contexto? E se ele trocasse de lugar com o pai da outra criança? Qual seria sua sensação? Sentiria-se excluído da comunidade humana?”
         Pensando nessa situação, nasceu a reflexão abaixo, mais aprofundada, do que pude responder naquela noite, ao pai, sem cair na mesma armadilha do preconceito.

Vivemos num mesmo tempo, com diferentes olhares sobre o mundo, diferentes paradigmas.

         O propósito dessa reflexão é divulgar as novas bases sobre a  Educação seja com quem for, onde for. Falamos do paradigma da Pós-Modernidade. Partimos do princípio de que somente por meio da educação, do conhecimento, o homem poderá desenvolver-se como ser humanizador, um processo, ainda, em construção. Nesse sentido, vemos o ser humano como um ser de possibilidades, cujo objetivo é aprender a vida em todos seus aspectos.
Para a compreensão dessa proposta, precisamos pensar primeiramente na questão do modelo de sociedade sob o qual vivemos: o paradigma - uma percepção geral da vida; um consenso sobre a maneira de entender, de perceber, de agir; uma visão de mundo, a que nos submetemos, de forma consciente ou não, para organizarmos nossas vidas.
         Hoje, estamos vivendo, um momento de transição de idéias, de valores e de relações. Para entendermos melhor esse problema, vejamos o antigo modelo que ainda está instalado em nosso modus vivendi – o paradigma da Modernidade, e o novo que estamos buscando viver urgentemente – o da Pós-Modernidade.
         O paradigma da Modernidade, conhecido como mecanicista é interpretado segundo as idéias de René Descartes (séc. XVII). Para ele, o mundo natural devia ser visto como uma máquina. Descartes desenvolveu o Método Cartesiano, partindo das idéias de Galileu. Ambos acreditavam que a chave para a compreensão do universo era a estrutura matemática; daí apresentarem uma visão mecanicista de mundo. Dessa maneira, a certeza cartesiana é matemática, ou seja, se em uma máquina algo vai mal, é preciso descobrir o defeito da parte danificada e trocá-la para que volte a funcionar.
         Nesse sentido, o olhar é local, é para as partes e não para o todo. Vamos transpor essa idéia para a Educação. O ensino tradicional propõe uma aprendizagem compartimentada e, em alguns momentos, fragmentada. Dessa forma, o aluno deixa de ter a visão do todo e não há uma preocupação com a interdisciplinaridade, para se compreender os conteúdos das disciplinas, é preciso separá-los. Essa forma de educação torna-se descontextualizada. Para agravar, muitas de nossas escolas têm como meta o Vestibular, a competição e não o sentido, o significado daquilo que se deveria aprender para a própria vida. Nos tempos atuais, a velocidade urge, tudo precisa ser rápido e eficiente. Tempo é dinheiro!
         Esse contexto, muitas vezes, gera a dificuldade de aprendizagem. A criança que apresenta algum problema é olhada como única responsável por isso, compete a ela resolver, caso contrário vira um aluno rotulado, aprisionado, sem capacidade de sair do lugar que lhe ditaram: o lugar do não saber. Essa visão, novamente é local e individual, perde-se de vista o sujeito como um todo, reduzindo-o a um aluno com dificuldades. Perde-se de vista que somos seres sistêmicos, ligados a uma rede de relações. Se aprendizagem é relação, como fica, então, esse movimento, em que a corda arrebenta quase sempre do lado do aprendente?
         Na medicina, por exemplo, a relação médico-paciente, repete a relação de poder e saber do professor-aluno. Basta olharmos para as “n” especialidades médicas que existem. Muitos especialistas perderam a visão do todo, a possibilidade de ver o homem de forma holística. Dessa forma, o atendimento torna-se prático e pragmático, como se o ser humano fosse uma máquina. A visão de mundo que tem imperado mostra-se fragmentada, compartimentada, sem conexão com o todo, privilegia a competição, a luta, a individualidade, bem como a busca da perfeição, da eficiência, do poder e do sucesso. Sob esse modelo que opera com as leis da matemática, constrói-se uma visão positivista da realidade, que permite a objetividade e o rigor nas ciências, uma visão de mundo, portanto, mecanicista. Esse formato tem nos levado a um mundo de crises individual, social, política, ambiental, uma crise global que ameaça a todos e ao planeta.
         Atualmente, estamos lutando por uma nova compreensão de mundo mais adequada às novas descobertas científicas e à vida que tem se desenvolvido: o paradigma da Pós-Modernidade. Temos de divulgá-lo, para acioná-lo no dia a dia de nossas vidas, seja na escola, na profissão que exercemos, no médico em que nos consultamos, em todas as relações que estabelecemos. Somos seres holísticos. Somos seres de aprendizagem. Somos seres sistêmicos.
         Em alguns campos da ciência contemporânea, representada por Morin, na epistemologia; na psicologia, Jung; Luhman, na sociologia; Prigogine, na química; na biologia, Maturana; Einstein, na física; Goswami, na física quântica, e outros tão importantes à construção e à compreensão de nossa vida, temos observado novas pesquisas e uma adesão ao novo modelo, pois as descobertas atuais têm conexão, estão convergindo para a ampliação do nosso conhecimento como seres humanos irmanados, como uma só pessoa, na comunidade humana. Como nos aponta Marcelo Gleiser. “já vivemos num mundo quântico”, queiramos ou não.
A partir dessa nova perspectiva, até mesmo em nosso vocabulário, já percebemos as diferenças. Se antes falávamos em fragmentação, individualidade, em conhecimento das partes, em especialidades e especificidades, em objetividade, em rigor científico, agora falamos em rede, conexão, interação, interdisciplinaridade multiplicidade, multidisciplinaridade, conhecimento transversal, co-responsabilidade,co-construção, possibilidades, autoria, autonomia, criatividade, diversidade, sistemas. Um vocabulário voltado para as relações que estabelecemos com a vida de forma coletiva, cooperativa, complementar, ética.
Parece haver uma convergência ao que foi separado: ciência e religião. Pensamos que seria melhor falar em ciência e espiritualidade, pois procuramos incluir a expansão da consciência nos processos de aprendizagem.
         Assim, estivemos e estamos agindo frente à nossa casa, o nosso planeta – Terra – que sob o antigo paradigma, é visto como um planeta apenas, sem a menor ligação com nossas vidas. Estamos no planeta, quando deveríamos pensar que somos o planeta e que por isso requer cuidados. Temos de ser pela vida. Seja ela como for, de quem for, onde for, de forma ética. Somos seres de relações e de aprendizagem: a vida é um processo de aprendizagem o tempo todo.
         Essa nova visão de mundo, a da Pós-modernidade, nomeada por paradigma sistêmico ou holístico rejeita a velha visão de mundo. Parte, portanto, de novos pressupostos como interação e relações dentro de uma visão sistêmica, cuja proposta é a inter-relação do homem com a natureza. 
         Dessa forma, o que move nossos pensamentos, nossas ações, o que nos faz tomar decisões é o paradigma que nos rege e que nos faz caminhar. Esse movimento é o que determina nosso olhar perante o mundo.
Atualmente, concebemos o homem como um ser de relações, por isso não vive sem o outro. Essa é a lei do humano: viver relações, cujo objetivo maior é a aprendizagem. Precisamos do outro para nos compreendermos e para aprendermos a vida. Somos gerados por dois, somos gerados dentro de outro, estamos presos a ele por um cordão, onde circula a vida, o nosso alimento. Nossas células contêm toda a memória de nossos antepassados, têm memória física, genética e emocional de todos que foram e serão umbilicalmente ligados a nós, de geração a geração. Então, como podemos excluir pessoas diferentes de nós?
         Por isso, quando falamos em Educação, faz-se necessário pensar em algumas questões fundamentais, frente ao Paradigma da Pós-Modernidade:
1-   O que é educar?
2-   Educar para quê?
3-   O que penso sobre educação?
4-   O que penso sobre o aluno?
5-   O que penso sobre o Homem?
6-   O que penso sobre ser professor?
7-   O que penso sobre a relação de aprendizagem?
8-   O que penso sobre o mundo?
9-   O que penso sobre meu país?
10- Quem sou eu frente a esses questionamentos? Em que paradigma estou inserido?

Essas são questões que nos propõem um exercício de reflexão que nos levam a uma concepção de mundo que nos compromete com a vida que temos em nossas mãos enquanto pais, professores, educadores. Talvez o único sentido de estarmos aqui nesse mundo: aprender, para nos aperfeiçoarmos constantemente enquanto seres humanizadores, sejam quais forem as relações estabelecidas, a fim de iluminarmos os caminhos daqueles que por nós passam.   
         Iniciamos um novo século, uma nova era, um momento em que o homem busca seu auto-conhecimento, bem como a ligação do ser com o cosmo, uma busca pela espiritualidade, por uma nova ética. Começamos a pensar o planeta como nossa casa, casa do humano, da vida humana. Toda e qualquer atitude inadequada conjunta e/ou isolada frente à vida e ao planeta pode nos colocar em risco; pois somos parte intrínseca da natureza e qualquer dano a ela recairá sobre nossas vidas.
         Vivemos em rede, onde a vida de um depende da do outro, em todos seus aspectos. O homem está buscando a auto-consciência dentro do universo em que vive.
Se pensarmos que somos seres espirituais em uma experiência corpórea, teremos uma essencial mudança de paradigma. Poderemos alcançar uma nova ética nas relações que estabelecemos, essencialmente na Educação. Estamos na corrente das mudanças, das transformações, para que possamos evoluir enquanto seres humanos e vivermos a comunidade do humano, do destino e, para isso, precisamos olhar para a essência que habita cada um, para as diferenças, para a tolerância, para a diversidade, para a flexibilidade, para as possibilidades.
         Urge construir a nossa dignidade social, cultural, histórica. O primeiro espaço a ser transformado é o da escola e a família precisa ser parceira nesse destino. Assim, cabe-nos pensar em algumas questões fundamentais: Qual o papel da escola hoje no Brasil, no mundo? Qual o papel do professor na escola, na sociedade? Quem é o aluno no processo de aprendizagem? Quais relações o professor e aluno estabelecem frente ao processo de aprendizagem? Quanto aos conteúdos estudados, qual seu fim? Como o aluno aprende? Como o professor pode ensinar? E a inclusão que processo é esse? Qual sua dimensão?
         Essas questões podem ser o início de uma reflexão mais aprofundada sobre a dinâmica das relações e do processo de aprendizagem de todo e qualquer ser humano com alguma síndrome ou não. Cremos que o homem deve urgentemente se rever, antes que o sofrimento do planeta, da natureza, de nossas relações, plante a dor como nosso único fim. Precisamos assumir as diferenças e compreender que tudo é transitório, efêmero, perto do que deve ser a dignidade humana.
         Então, voltando ao início de nosso texto, disse àquele pai que somos todos iguais, mas com nossas diferenças, sim, por isso, todos precisam ser respeitados e acolhidos igualmente, em que situação for. Descoisifiquemos nosso tempo, as pessoas, para humanizá-lo e torná-lo favorável à vida, como for.



As palavras, aos poucos, foram escapando e uma lágrima rolou...
Nesse momento, caro leitor, fica minha eterna gratidão por acolher meu trabalho, meus questionamentos e a seriedade com que o desempenho junto a todos meus alunos - tão capazes! Sempre acreditei no potencial humano e nas suas possibilidades, como Celma Cenamo¹ me disse uma vez, mais ou menos assim: “Você olha para as possibilidades do sujeito e não para as sua dificuldades”. Então, disse a ela que estava feliz por ter encontrado um lugar onde as pessoas pensavam, compreendiam a vida, seus movimentos de aprendizagem de uma maneira mais ampla e humanizadora. Disse-lhe, ainda, que a construção desse olhar competia ao movimento de aprendizagem de minha mãe sobre o mundo: uma pessoa simples,mas de grande sabedoria, sabia arregaçar as mangas da vida e ir ao encalço daquilo que considerava justo e correto para nós. Cresci assim, olhando para as possibilidades de tudo, para o que é verdadeiro, abrindo caminhos, sempre... Por isso estou aqui.
__________
¹Celma Cenamo foi pedagoga e psicopedagoga, fundadora da escola Trilha – Unidade de Integração

6 comentários:

  1. Leio religiosamente seus artigos, só que não com a presteza que gostaria por questão de tempo, entretanto quando você fala de inclusão me vejo bastante dividida,pois o incluso é sempre um nosso irmão (me permito assim dizer por questão de princípios), que carrega alguma diferença e precisa, como nós, interagir harmoniosamente com todos de seu grupo social. Há de se repensar o preparo dos dois lados, do incluso e da sociedade, só o lado religioso (assim mesmo alguns),parece ter uma certa preocupação com o assunto, na educação essa preocupação surge mais como uma política do que mesmo como uma verdade. Será que não nos falta além da sensibilidade, uma informação mais pontual sobre as variadas formas de inclusos. Ainda rejeitamos pela opção sexual, pela raça, pelo físico (se muito gordos ou muito magros), pela religião...e assim vai.Algo sério precisa ser feito em relação a sensibilidade das pessoas...não sei.....

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  2. Lucila

    De fato, senti sua falta...
    Agradeço sua carinhosa atenção e seus comentários sempre pontuais e enriquecedores. Precisamos da troca. Lucila, que mundo construímos? Num mundo onde tudo é perfeição e exaltação a determinados padrões de beleza, qual o espaço para as diferenças? Não nascemos prontos, tudo é uma construção:a felicidade, a solidariedade, a tolerância, o respeito, a ética, até mesmo o amor - precisamos aprender a cada dia essas pequenas grandes coisas que fazem parte de nossas vidas. A religião educa, constrói valores, comportamentos. A escola é espaço de construção de conhecimento, de relações, ao falarmos em inclusão na escola, na sociedade, com certeza, já estamos discriminando as diferenças, entretanto, essa é uma das etapas de aprendizagem dessa sociedade, até entendermos que somos seres singulares. Enquanto essa aprendizagem não se efetivar, é nosso dever como educadores discutir tais questões, ampliar nossas ações e humanizar nossas relações com quer que seja. Estamos engatinhando... Precisamos trabalhar com uma ética humanizadora, com a sensibilização das crianças, com os pais das crianças, com a comunidade, com a sociedade, em geral. Precisamos aprender a nos colocar no lugar do outro, talvez por meio de uma educação mais humanizadora, possamos aprender a fazer isso. Tenho, acima de tudo, esperança...

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  3. Então, Rossana, mas o que me preocupa é como trabalharmos essa família já constituida(no formato que se constitue hoje) que trabalha muito e vê na escola uma forma de resolver temporariamente o "seu" problema deixando seu filho na escola,principalmente se ela for de tempo integral, respaldada pela lei do incluso, porém sem siquer querer saber que inclusão é essa.Só não pode chamá-la para atender qualquer solicitação pois, está trabalhando...é questão de uma escala de valores também, não só necessidade.Na outra ponta a escola que não sabe o que fazer com aquele aluno, pois não está preparada. Vai daí.....Onde a ética humanizadora e a sensibilidade. Difícil
    Um abraço Lucila

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  4. Querida Rossana, apesar de bastante triste por não poder participar do grupo de estudos, continuo lhe escrevendo sobre as questões perturbadoras da nossa educação brasileira.
    No momento estou vivendo uma situação bastante triste e constrangedora de inclusão, tenho duas crianças (1ºano e 4ªsérie) que apresentam acentuada dificuldade de relacionamento, são bastante agressivas, demonstram uma perturbação acentuada, não conseguem obedecer regras mínimas, uma delas inclusive agride fisicamente qualquer pessoa inclusive colegas de escola.
    Como lidar com isso? Este tipo de inclusão é adequada? E as outras crianças como agir?Aliás eu me questiono se isso seria realmente uma inclusão, pois dessa forma me parece que incluir é permitir o convívio com outras crianças, mesmo que esse seja traumático para uma das partes. Veja bem, não sou contra que se inclua, só quero entender o que temos que fazer, uma vez que só o afeto, o falar baixo e com carinho não modificam em nada a situação. E em termos de aproveitamento essas crianças não aprendem quase ou mesmo nada. E então?
    Gostaria de ver esse tema discutido nas reuniões de vocês. Um abraço Lucila

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  5. Lucila

    Com certeza, não é nada fácil lidar com as diferenças sejam quais forem, onde for. Creio que daqui para frente, cada vez mais, teremos que compreender toda a diversidade e tomarmos atitudes concretas para que a humanização das relações seja construída. Não há receitas prontas, somos singulares em nossos processos. Cabe-nos enquanto educadores o comprometimento e a possibilidade de transformar o outro por meio da educação. O limite é fundamental e você terá de encontrar o que mobiliza essas crianças. Esse é um aprendizado para você construir. Não há inclusão adequada ou inadequada, há a comunidade humana, da qual todos fazemos parte e todos têm direito à educação, à vida.Quanto as outras crianças da classe, tudo é aprendizado, com certeza, com uma boa liderança, todos aprenderão algo. Compete a nós o como fazer, afinal somos professores. a escola é espaço de conhecimento mas também de relações que precisam ser mediadas.

    Vou abrir um grupo terapêutico para educadores (professores, psicopedagogos, pais), aos sábados de manhã. A intenção é possibilitar ao professor um canal para discutir suas angústias, suas dores, suas vivências e compartilhar tudo isso, por meio da troca, da mediação.

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