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Tal qual uma matrioshka (boneca russa), vamos desvendando nossas porções. A cada novo tempo, uma nova aprendizagem. Agora é o momento de nos vermos como seres holísticos que têm: corpo, organismo, cognição (intelecto), inconsciente (desejo) e mente (consciência, espírito).

ANGELINI, Rossana Maia (2011)

“A falsa ciência cria os ateus, a verdadeira, faz o homem prostrar-se diante da divindade.”

VOLTAIRE (1694 -1778)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Psicobiofísica, noética, filosofia e espiritualidade - a Síntese



A ciência precisa mudar de paradigma para compreender fenômenos que não damos conta de explicar cientificamente. Dizer que fenômenos extrassensoriais não existem, já não é mais possível, porque não podem ser comprovados pela ciência materialista, ainda presa a uma concepção mecanicista do universo, estabelecida por Isaac Newton e seus antecessores.
Muitas pesquisas têm sido realizadas para dar conta sobre o funcionamento da mente, se a mente (consciência) funciona fora do cérebro, ou seja, de forma independente de uma parte orgânica de nosso corpo. Hoje, temos comprovações de que a mente atua fora do cérebro, de forma independente, como se não precisasse de um corpo biológico para atuar. Temos experiências de telepatia, como uma mente se correlacionando a outra, o estado místico, o de uma consciência se conectando a uma consciência maior, como os iogues ou freiras em meditação profunda, conexões mentais entre pessoas.
Será tudo ilusão, coincidência, loucura, já não podemos interpretar,  dessa forma. Ainda, temos experimentos em que a consciência altera a matéria, como a estrutura molecular da água, o DNA, curas, enfim, os mais diversos fenômenos em atuação. Isso tudo nos leva a crer que está mais do que na hora da ciência e de toda sociedade compreender que há algo fora de nós que nos conecta e nos dá a possibilidade de rever a nossa condição humana e a própria vida. Temos de ser humildes e aceitar a multidisciplinaridade de conhecimentos que foram desenvolvidos, articulá-los para a compreensão do todo que somos. Somos tudo e todos, por isso precisamos alargar nossa mente, expandi-la para entender quem somos nós.
As religiões – todas – há muito vêm nos mostrando que há algo que nos liga e que nos conecta, desde as religiões orientais mais antigas até as mais modernas. Não dá para considerar os fenômenos extrassensoriais como frutos de nosso cérebro apenas ou como uma grande ilusão por nos sentirmos desamparados. A filosofia grega platônica, também, já nos falava de algo a mais, de vidas após a morte, da reencanação. Por quê? Desde o século XX, temos a nova Física – a Física Quântica nos dando mostras, por meio de experimentos científicos, contribuições essenciais a respeito da natureza última da matéria. Tudo no universo é composto por átomos, moléculas e partículas. Os elétrons é uma delas; o detalhe é que não fica preso ao núcleo do átomo, dá saltos, sai do lugar, para onde e como vai, ainda, não sabemos. Apenas sabemos que reaparece num outro lugar (os saltos quânticos) e que se correlaciona com outros elétrons distantes, há momentos, também, que funciona como onda, ora como partícula, seriam ondículas. E, gostemos ou não, trocamos elétrons com tudo e todos a todo tempo, até com as estrelas. Os átomos são energia condensada e as moléculas que compõem tudo no universo é energia em alta vibração. Logo, nossos pensamentos também funcionam como energia e emanamos para onde quisermos. Pensem nos grupos de oração. Com certeza, é uma concentração de Energia emanada de várias consciências para outra ou mais consciências, não importando a distância. As consciências se comunicam, atuam, transformam, alteram tal como o elétron que se correlaciona.
Estamos no primado da CONSCIÊNCIA. Na verdade, TUDO é consciência – ENERGIA em alta, média ou baixa frequência – basta adequá-la ao nosso propósito. Podemos até dizer que a consciência tem a dinâmica da atuação dos elétrons. Alguns físicos quânticos já apontam a consciência como a essência da ciência e outros, como uma quinta partícula, funcionando tal como o elétron, uma consciência quântica. A consciência, assim, é vista como um campo de energia que se estende até o infinito e pode ser tratada como uma dualidade onda–partícula. Pela confirmação de várias experiências, isso de fato ocorre.
Então, creio que chegou a hora de darmos as mãos e avançarmos em nossos conhecimentos, não desprezando mais a CONSCIÊNCIA como integradora de todas as nossas ações e atitudes por todas as vidas que temos construído ao longo de um tempo e espaço não definido. É certo que, quando compreendermos, de fato, essa mudança de paradigma, os conceitos e valores serão redimensionados e passaremos a pôr foco naquilo que realmente é importante para nós – a nossa evolução enquanto seres eternos que têm a missão de tornar a vida melhor nas esferas em que estivermos atuando. Por isso, cada novo conhecimento é fundamental para o plano, espaço e tempo em que nos comprometemos em viver, para que a vida possa seguir seu percurso, evoluir para o bem e para uma consciência Suprema que a todos nos conecta.
Estamos para servir e evoluir, portanto – precisamos ativar, repartir esses conhecimentos, a fim de que possamos dar um salto na qualidade de nossas relações tão mal construídas nesses últimos tempos. Já passamos do “Mal-estar na civilização” de Freud, estamos na era da depressão, do consumo desenfreado e da alma perdida em meio a tantas ilusões: ter ao invés de ser. Somos responsáveis por nossa vida e por todas as vidas com que nos comprometemos. Precisamos crescer e espalhar o amor. Nossa consciência precisa se conectar com energias mais elaboradas, para que possamos evitar o nosso sofrimento psicobiofísicoespiritual nesse plano de nossas vidas e carregado para outras vidas. Essa é a essência. Vamos ativar esses conhecimentos, por meio deles revisar os conceitos das antigas escrituras, dos livros sagrados (ciências de suas épocas), discutindo-os dentro de uma ótica da nova ciência.
Na verdade, chegamos a conclusões de que tudo está antes da matéria. A consciência é anterior à matéria, por isso precisamos dar conta dessa consciência que nos individualiza enquanto seres humanos, nesse plano, cujo único motivo é ter uma vida menos dolorida. Somos todos responsáveis, não podemos aniquilar a vida nem essa morada. Nossa consciência eterna precisa encontrar a sabedoria, para que saibamos viver, compartilhar e cooperar, porque carregamos todas as marcas nessa consciência não importa a vida que estejamos vivendo, sendo que cada vida é um novo aprendizado, para nos levar a um único caminho: o amor incondicional. É isso que a ciência precisa provar, nada mais!!
A lógica disso tudo: colocar a consciência como essência de todos os processos e compreendermos que temos uma consciência quântica regendo o universo. Se a consciência é suprema e atua fora do corpo, podemos entender que a consciência existe fora de um corpo biológico, quando num estado mais adensado. E, por existir fora de um corpo, pode existir em outros campos, com outras formas químicas. Ainda, compreendemos que todas as consciências estão em nós, porque emanamos de uma consciência Supramental, logo nos conectamos a todas elas em espaço e tempo não locais. Quando a consciência adensa mais, ou seja, vibra com mais frequência, possibilita a nossa individualidade, ao se tornar mais relaxada – expande – sai da caixa (cérebro), do corpo, e a consciência expandida funciona fora do corpo, esse é o trabalho dos yogues (em meditação), na filosofia oriental, por exemplo. Por essa teoria, poderemos explicar a nossa condição humana – somos um EGO eterno que viaja vida após vida, cujo intuito é se aprimorar até chegar ao amor incondicional, dessa forma, podemos explicar os fenômenos espirituais e, também, as consciências em outros planos de vida.
Parece ser tudo muito simples, o mais interessante é que muito da filosofia antiga e das religiões antigas tinham base científica e anteciparam as descobertas da ciência moderna ocidental, daí ser fundamental articular os mais diversos conhecimentos, porque todos eles têm um claro objetivo: a compreensão de nossa condição humana. Vamos enumerar algumas descobertas que nos têm levado a essas novas descobertas, como:
·        Comprovação de benefícios obtidos por doentes que praticavam a meditação transcendental ou recebiam terapêuticas que incluíam a autossugestão, a visualização e a hipnose.
·        Aumento da sobrevida de pacientes com câncer ao participarem de grupos de apoio psicológico.
·        As plantas têm uma espécie de consciência que responde a estímulos ambientais bem como aos pensamentos humanos.
·        Outros experimentos acusaram uma capacidade de leucócitos retirados de doadores e mantidos separados em laboratório de responderem da mesma forma que seus doadores que eram submetidos a estímulos definidos, sugerindo a existência de um elo invisível entre ambos, numa forma de biocomunicação à distância em nível celular que foi atestada para outros tecidos e organismos.
Esses são apenas alguns dos experimentos realizados, há muito mais em nossas pesquisas. Fica cada vez mais difícil refutar tais comprovações científicas. Precisamos desenvolver, portanto, um pensamento sistêmico que nos possibilite a ampliação de nossa consciência individual e Supramental. É chegado o tempo de viver esse novo paradigma e resgatarmos valores éticos pela vida, seja ela quem for, como for. A educação é a grande responsável para essa mudança de paradigma. O primeiro caminho é trabalhar dentro de um pensamento sistêmico, multidisciplinar que considere o humano. Como nos aponta Stephanie Marshal, a proposta não é mais “o que você aprendeu hoje?”, mas “como você aprendeu hoje, e de que maneira isso afetou você?”, fazendo que nasçam “histórias de vida e de aprendizados mais profundas, mais transcendentes e mais capacitantes.”
Para tanto, urge uma nova consciência político-econômica-social global, a fim de que as questões do mundo sejam tratadas de forma multicultural e colaborativa. Somente quando abraçarmos o novo conhecimento e colocá-lo em ação, poderemos fazer as mudanças necessárias.
Precisamos reaprender a pensar além da matéria e compreendermos que somos CONSCIÊNCIA eterna, nossa finalidade: viver em diferentes planos da consciência, para que possamos aprender a amar, a servir e a evoluir com o Todo. O maior propósito desses conhecimentos é evitar uma grande catástrofe no mundo Terra por nossa ignorância sobre nossa condição. O grande desafio: ativar esse paradigma; agir dentro desse novo paradigma. Precisamos descobrir o real propósito da vida. O pensamento sistêmico e o conhecimento multidisciplinar têm nos facilitado esse percurso. Cada um dentro de seu projeto de vida é responsável por alargar esse conhecimento e modificar suas relações no presente, porque elas ecoarão pela eternidade.
                                                                             Rossana Maia Angelini                                                                                           (Abril/2012)
REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICOS:
FONSECA, Laércio. Física Quântica e Espiritualidade.
GOSWAMI, Amit. O Universo Autoconsciente. Rio de Janeiro: Ed. Rosa dos Tempos, 2001.
GOSWAMI, Amit. Ativismo Quântico. São Paulo: Ed. Aleph, 2010.
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